Sí, como no?

Outubro 6, 2008 por Luiza Buchaul

Não é fácil torcer pela Argentina num país como o Brasil. Não que exista alguma impossibilidade técnica, já que estamos num país livre. Livre? Então porque estranham tanto que alguém simpatize mais com a cultura de outros países do que a sua própria? Talvez não mais do que, mas tanto quanto. Deveria ser no mínimo, aceitável. Acredito que o problema seja a Argentina, diante da rivalidade cultivada todo esse tempo no futebol… e o que eu tenho com isso? Ah sim! Pois é!

Não que o espanto e a indignação partam apenas dos brasileiros. Sabemos que é sim, absolutamente recíproco. A questão não é a nacionalidade, mas a restrição cultural, fruto do patriotismo prepotente, seja ele de onde for. Não é porque vivemos em um meio que estamos de acordo com ele, assim como não é porque vivenciamos determinada cultura em determinado lugar que não possamos gostar de outra, e querer mantê-la por perto.

Assim eu poderia explicar minha simpatia gratuita pela Argentina. Obviamente, não sou especialista em cultura portenha, mas uma grande simpatizante, que tudo que conheceu até agora, adorou. E isso acabou se refletindo também no esporte. Sempre que tenho oportunidade, torço por ela. Como aconteceu nesse último domingo, num dos jogos da Copa do Mundo de Futsal da Fifa, aqui em Brasília. E é sempre a mesma pergunta: mas porque a Argentina? Por que pergunto eu! Por que eu tenho que ter motivo pra torcer por alguém? Eu não poderia simplesmente gostar? Qual é o motivo que leva tantas pessoas a serem fanáticas por seus times? A propósito, alguém reflete sobre isso na hora de escolher um time? Será que as pessoas se sentam, pensam, enumeram algumas razões para torcer por determinado time e listam prós e contras na escolha daquele? Achei que isso fosse uma questão de afinidade, seja ela hereditária ou não.

E a minha é assim, absolutamente empática e incondicional. Algum problema?

O New York Times e a Tropa de… elite (?)

Setembro 22, 2008 por Luiza Buchaul

Estreou na última sexta-feira (19) nos Estados Unidos o nosso tão falado e aclamado longa de José Padilha, Tropa de Elite (ou Elite Squad, para eles). A melhor parte foi a receptividade da crítica, em especial a do mais famoso jornal do país (e do mundo), o “querido” The New York Times.

Manohla Dargis, crítica do jornal, o caracteriza como um clássico filme de exploração, feio e incoerente.

“A câmera nervosa e a edição rápida transformam espaços visualmente deslocados em confete.” , explica Dargis.

“Somewhere, Roger Corman is weeping.”

E eu só posso concordar.

Mais aqui e aqui.

Finalmente, o documentário está online

Julho 27, 2008 por Luiza Buchaul

Queridos!

A quem interessar possa, segue o link para download do documentário colaborativo Cibercultura que produzi como trabalho de conclusão de curso. Por favor, comentem depois de assistir.

Divulgação do documentário

Julho 22, 2008 por Luiza Buchaul

Essa não tinha como não ser comentada.

Acabo de ter uma surpresa ótima! A Adriana Amaral – uma das entrevistadas no documentário que produzi pro TCC – postou no último domingo (20), em seu blog As palavras e as coisas, um texto sobre o documentário, que segue na integra a seguir, e também pode ser visto no link do blog, logo acima.

Documentário Colaborativo sobre Cibercultura (TCC)

Faz dias que queria comentar mas não sobrava tempo. Recebi já faz umas semanas uma cópia do documentário Cibercultura, dirigido e produzido por Luiza Buchaul (agora já bacharel em comunicação social). O trabalho é resultado do TCC de jornalismo no Centro Universitário Fluminense (Faculdade de Filosofia de Campos de Goytacazes, RJ) e foi produzido sob orientaçao do professor Vitor Menezes. O documentário foi produzido de forma colaborativa com os entrevistados, pesquisadores e professores universitários (entre eles, eu, Raquel Recuero, Sergio Amadeu), que gravaram vídeos comentando alguns assuntos como conceito de cibercultura, o papel dos blogs, colaboração, etc e reenviaram pra Luiza, que editou o material, licenciado pelo Creative Commons. O resultado ficou bem interessante e prova que a partir de trabalhos de sala de aula, podem sair produtos instigantes e diferentes. Aguardo agora que ela disponibilize o material online :) . Parabéns Luiza e sucesso nessa nova etapa.

Adorei! :D

E certamente quando eu descobrir uma forma de upá-lo, o farei!

Julho 9, 2008 por Luiza Buchaul

Batizado pelo Dedo de Prosa antes da minha última viagem (mas tamanha foi a confusão para me organizar que não tive tempo de registrar aqui), finalmente o blog tem nome: Perdendo Dentes!

Realmente não achei nada que caísse tão bem! As circunstâncias odontológicas de seu nascimento regadas a inspiração e ao brilhantismo do Pato Fú sobre amadurecimento foram muito bem combinadas.

Ao padrinho mineiro-brasiliense: muito obrigada!

se você chegou até aqui, isso te interessa MUITO!

Julho 9, 2008 por Luiza Buchaul

Nas últimas semanas, alguns blogueiros e pesquisadores têm divulgado em seus respectivos blogs manifestações contra o Projeto de Lei Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo, já divulgado há alguns anos – e que volta a ganhar destaque e força no Senado - que faz parte de uma ofensiva mundial da indústria de intermediação de bens culturais que quer criminalizar as práticas de compartilhamento na Internet.

O projeto, que inicialmente pode parecer uma luta contra a pedofilia na rede, na realidade proíbe a utilização das redes de compartilhamento P2P, as cópias e o uso justo dos arquivos MP3 e vídeos. O Projeto de Lei volta a instaurar a idéia da propriedade intelectual e dos direitos autorais, sendo julgados como crime a cópia e execução de qualquer obra, agora também na internet.

A fim de vetar o projeto, pesquisadores e professores criaram, há dois dias, uma petição online contra o Projeto de Lei, em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento na internet brasileira, que pode (e deve) ser acessada aqui.

Um dos criadores da petição, o professor e pesquisador Sérgio Amadeu, desabafa em seu blog dizendo que “O conhecimento só se dá de forma coletiva e compartilhada. Todo conhecimento se produz coletivamente: estimulado pelos livros que lemos, pelas palestras que assistimos, pelas idéias que nos foram dadas por nossos professores e amigos. (…) Defendemos a liberdade, a inteligência e a troca livre e responsável. Não defendemos o plágio, a cópia indevida ou o roubo de obras. Defendemos a necessidade de garantir a liberdade de troca, o crescimento da criatividade e a expansão do conhecimento no Brasil.”

Até agora são 9200 assinaturas em dois dias. Um bom número, na minha opinião. :)

mi Buenos Aires querido

Julho 8, 2008 por Luiza Buchaul

Para quem me conhece, mesmo que pouco, é evidente a minha preferência e predisposição acentuada à linguagem visual, concretizada principalmente através da fotografia.

Tive algumas dificuldades (técnicas, físicas e principalmente temporais) para escrever com certa assiduidade sobre a breve estada em Buenos Aires. Talvez ainda me faltem palavras para explicar o valor e a emoção de cada momento que passei, cada pessoa que conheci, cada passo dado lá.

Então mais uma vez, acredito que eu me expresse melhor pelas imagens. Apesar da fotografia retratar o real – mesmo que para alguns represente um simulacro -, e de efetivamente não conter influências técnicas do fotógrafo, seu ponto de vista faz toda a diferença no registro daquilo que vê, e principalmente da forma como vê. 

Enfim… chega de explicações. Apesar de ao longo da minha vida ter ouvido muito sobre a qualidade dos meus textos e da própria narrativa, ainda prefiro falar através das fotos. E é com muito prazer que apresento a vocês mi Buenos Aires querido!

*nenhuma foto foi editada, recortada e não utilizou nenhum filtro.

 

Junho 30, 2008 por Luiza Buchaul

O segundo ou primeiro dia começa as 09h da manhã aos 7 graus, e novamente – como já era de se esperar – sem programação! Mas ele acontece com o melhor roteiro que poderia: Casa Rosada, Plaza de Mayo e a incrível e traumatizante experiência em La Boca! Não que tenha sido ruim, eu ADOREI, como já imaginava. Mas o número de pessoas que te puxam para comer em seus respectivos restaurantes é assustador. Quase perdi a vontade de comer com toda essa confusão, mas a fome foi maior. Depois de sermos convencidos por um portoriquenho naturalizado argentino e recém chegado do Rio de Janeiro, onde permaneceu por um mês hospedado em Copacabana e conheceu as cervejas Brahma e Bohemia – melhores que a argentina Quilmes, em sua opinião – ótimas musicas como Créu (a qual ele pessoalmente prefere a velocidade 5) e Glamourosa (é esse mesmo o nome?), decidimos experimentar  (obviamente, isso é maneira de dizer. Felipe comeu sozinho. E não gostou. Enquanto eu fiquei nos acompanhamentos, e também não gostei do tempero do arroz) a Parrilada: uma mistura de 574 tipos de carne e partes de cadáveres de vários animais. Feio. MUITO feio o prato. E não digo isso porque sou vegetariana, afinal acho uma picanha na pedra lindaa!

Enfim abastecidos, voltamos a caminhar por algumas horas pelas ruas de La Boca, ate La Bombonera. Sim, o estádio parece uma caixa de bombom. E você fica tão perto do gramado que até eu que não gosto de futebol desejei ver uma partida do Boca Juniors x River Plate ali mesmo. Encantador. E não é só pelas suas cores azul e amarelo. *.*

aportando em solo portenho

Junho 28, 2008 por Luiza Buchaul

Finalmente, a Argentina!

Depois de dois anos sonhando, na luta para arrumar companheiros de viagem, programando e economizando, consigo chegar a Buenos Aires, junto com o Felipe (que muitas vezes sera citado).

Nao que tenha sido facil ate aqui. Apos driblar todos os obstaculos que as companhias aereas, o banco e o programa de milhas poderiam fazer (e assim os fizeram), chego ao Galeao as 08:30 desta ultima sexta feira. Entro na sala de embarque as 09:30, ja que meu voo seria as 10:30. Mas nao! A Tam, nao satisfeita em tentar me convencer a desistir por tamanha burocracia, ainda avisa que um passaro bateu na aeronave em sua ultima viagem, soltando a mangueira do freio e impedindo que o aviao fizesse a viagem. Depois de tentativas frustradas de conserto, trocam o aviao e entao partimos as 12:45.

Chegando a BsAs as 15:50, ainda tivemos que trocar o dinheiro por pesos argentinos, numa fila infernal em frente ao Banco de la Nacion. Feito isso, uma das missoes mais dificeis: procurar lugar para dormir (sim, viajamos sem fazer qualquer tipo de reserva, mas ao menos tinhamos alguns telefones de albergues).

Enfim, estamos hospedados na Hipolito Yrigoyen, pertinho do famoso Obelisco.

*perdoem a falta de acentuacao, mas o teclado esta desconfigurado.

you know how I feel

Junho 13, 2008 por Luiza Buchaul

A única notícia que conseguiu distrair minha mente essa semana e me fazer pular compulsivamente e esquecer a bendita apresentação da monografia amanhã:

MUSE CONFIRM THREE LIVE DATES IN BRAZIL

Muse have confirmed three more South American tour dates. The band will be playing the following dates, this summer, in Brazil.

30.07.08 Vivo Rio, Rio de Janeiro

31.07.08 HSBC Brazil, São Paulo

02.07.08 Porão do Rock Festival, Brazilia (?)

 

 E eu vou me esforçar muito pra ir em ao menos dois desses shows (nem precisa dizer aonde, né?!)

To feliiiizzzz!!!